Patarecas todos os dias, coquetes e sempre com quá quá a dizer/”quaquar” sobre tudo e sobre todas. E… todos! Quack! O resto é conversa… quá quá quá quá quá!
Hoje pela primeira vez ouvi e senti, mesmo junto à minha cabeça, o bater das asas de uma barata… daquelas nojentas… como há aqui em São Miguel!
É um som demasiado nojento e irritante e arrepiante e nojento… para descrever. Eu que detesto baratas e que apesar de as conseguir matar à paulada não as consigo apanhar depois de mortas. Repugnam-me.
Hoje foi demais. Ainda oiço aquele bater das asas… que nojo.
Ainda bem que o Verão está quase a acabar! Não gosto de baratas!!!
A cidade de Ponta Delgada aos fins de semana à noite, tem mais trânsito do que na hora de ponta durante a semana!
Isto não há direito! Uma pessoa demorar 40 minutos desde as Portas do Mar ao Campo de São Francisco!
Caramba! É dose!
Eu não acredito em bruxas… mas que as há, lá isso há!
Se assim não fosse o pobre coitado do navio Viking, não teria sofrido tanto mesmo antes de chegar!
Ele foi o comandante que partiu o braço… ele foi fissuras no depósito de combustível… ele foi o mau tempo que não deixou seguir viagem… ele foi sinais de alerta no painel de instrumentos… ele foi com pessoas dentro do barco a vir de Santa Maria…
Acho que a AtlânticoLine devia ir à bruxa… ou então mandar um padre benzer o segundo navio da operação de transporte marítimo de passageiros. É que são demasiadas coincidências!
Será que foi a oposição que encomendou os incidentes?!?
Será que foram os Estaleiros de Viana do Castelo que rogaram uma praga ao barco, por causa do Governo ter declinado o Atlântida?
Será que foi o tal empresário luso-canadiano que quer comprar o Atlântida (para depois vir para os Açores mostrar como se anda de barco todo o ano nas ilhas)?
Será que foi a AtlânticoLine, para sabotar o governo?
Será que foi o governo, só para entreter os açorianos nesta Silly Season?
Pois… não sei bem. Mas o que eu gostava mesmo era que o Senhor Presidente do Governo quando foi para Santa Maria tivesse ido no Viking. E no regresso também tivesse usado o Viking.
Assim já teria uma ideia de como anda o transporte marítimo de passageiros no arquipélago… o quanto as pessoas sofrem para ter um lugarzinho… o quanto têm de ir encolhidos quando o barco está cheio…
Enfim! Assim poderia falar com conhecimento de causa, quando diz que a operação deste ano tem .
A mim é que não apanham lá dentro! Livra!
Como quem espera por algo preciosa… assim estavam estes. Contei pelo menos 14… mas na foto não dá para ver todos!
Numa das ruas da cidade… passa-se o tempo assim. Esperando preguiçosamente que o sol apareça!
Este tempo deixa-me desnorteada! Aborrecida! Entediada! Enfadada! Mal disposta! E sem vontade de fazer grande coisa! Não saber se vai estar sol, chuva, vento ou se vão estar todas as estações do ano durante a parte da manhã do mesmo dia deixa-me os nervos em franja!
Ontem estava num desses dias e ao final da tarde, resolvi dar uma voltinha pela baixa para me entreter nas compras.
Na Rua dos Mercadores, numa loja com o nome “Irresistível” ou “Imprevisível” ou qualquer coisa desse género estavam vestidos em promoção. Entrei e até vi um vestidinho que gostava, mesmo de Verão, daqueles que dá para a praia mas também para vestir numa saída mais casual ou mesmo para as “casual friday” no escritório.
Apesar da promoção, o vestido custava 45 euros. Optei por deixá-lo no mesmo sítio.
Saí da loja e um pouco mais à frente, na “lua cheia”, que vende acessórios e também alguma roupa mais alternativa, encontrei os mesmos vestidos a preço muito mais convidativo. Quer dizer… não eram bem os mesmos vestidos, mudava o padrão mas a qualidade era praticamente a mesma. Ao “estúpido” preço de 15 euros!
Hum… estranho… ou não…
Já hoje, enquanto passava pela baixa para ir para o trabalho reparei numa montra, de uma das ruas mais movimentadas da cidade, um vestido de verão daqueles que parecem dois lenços de seda unidos por alcinhas.
Nem reparei no preço e não deu para entrar, porque a loja ainda estava fechada (não que eu entre ao serviço com as galinhas, mas porque na baixa da cidade a maioria das lojas só abre pelas 10 horas, quando a maior parte da população trabalhadora já batalha no duro!). Mas lembrei-me logo de um dos muitos vestidos idênticos que tinha visto no ano passado no México e já este ano em Espanha. Era como se fossem o vírus H1N1… o raio dos vestidos estavam por todo o lado lá no México. (Falando nisso ainda bem que já lá fui de férias… agora seria bem mais complicado lol!)
Isto tudo para dizer que quando as coisas chegam cá já vêm com algumas estações de atraso (para não dizer anos) e quando cehgam são caréssimas só porque são vendidas nas “lojas de bem”!
Sem comentários!
(De manhã)
- Ai… está um dia lindo! Que chatice uma pessoa ter de ir trabalhar, com este sol. Sabia bem era estar na praia!
(A meio da manhã)
- Hum… estas nuvens. Ainda bem que não estou de férias, senão já tinha o dia estragado. Fogo, que stress. Não deve estar nada bom tempo na praia.
(Ao almoço)
- Eh pá… se não tivesse de engolir uma sandocha à pressa para ir cumprir um prazo importante, até ia dar um mergulho à praia. Que sol espectacular… Deve estar o máximo ali na praia da Milícias… Hum… porque é que não estou de férias?!?
(Enquanto se toma café depois do almoço)
- Lá vêm as nuvens outra vez! Fogo! Este tempo está maluco! Vamos mas é trabalhar para não apanharmos chuva aqui na esplanada!
(A meio da tarde)
- Sol outra vez! Oh pá… era só um mergulhinho e voltava num instante! Secava-me ao sol e voltava! Ai… apetece-me tanto ficar estirada ao sol!
(Ao final da tarde)
- Caramba! Agora como vou para o carro com esta chuva?!?
(À noite)
- Que noite linda! Com o céu estrelado! Acho que amanhã vem bom tempo! Amanhã antes de ir trabalhar vou dar um mergulho à praia. Ou depois do trabalho…
(E no dia a seguir o cenário repete-se! Este tempo, nesta altura do ano, está-me a deixar deprimida!) QUERO SOL!!!! (e férias!!!)
Nos dias mais cinzentos, em que a humidade é mais que muita, está calor, mas não dá para ir à praia por causa das nuvens ameaçadoras, gosto de passear. Também resulta quando estou assim passada da cabeça e só me apetece desopilar!
Gosto de pegar no carro e ir devagar (não a 20… mas pelo menos a 60 km/h) pelas estradas mais recônditas desta ilha magnífica. Gosto de “ver com olhos de ver” toda a paisagem que me envolve.
Ontem foi um desses dias. Peguei no carro e fui em direcção à Ribeira Grande, pela nova via rápida, e depois segui em direcção ao Porto Formoso.
O caminho até à Lagoa foi normal… mas depois de entrar ali na Lagoa na via rápida, o meu final de dia ficou melhor.
Para mim, o contraste de verdes é uma lufada de ar fresco num dia cinzentão! Gosto do degradé de verde que se vê pelas estradas. O verde mais escudo do cimo das árvores, que se vai tornando mais verde quando os olhos chegam ao chão e se deparam com uma erva fresquinha e vibrante…
Verdes que são interrompidos e salpicados pelo branco e negro das vaquinhas que se passeiam pelos campos e que vão retirando do chão o manto verde fresquinho.
Há no entanto outras cores que semeiam o verde… as vermelhas (mas pouco saltitantes… ahahah) papoilas!
Até há pouco tempo não tinha reparado que também há papoilas em São Miguel… foi num destes dias em que pus rodas ao caminho e reduzi a velocidade para observar a paisagem é que deparei com as pequenas papoilas. E as hortências de várias cores que tão bem ficam pelas estradas regionais… É o verde das folhas que apresenta vários tons de verde, que depois se confundem com os “nevelões” rosados, azuis ou brancos.
E depois o mar!
O contraste do verde com o azul… que quase se funde e ficamos sem saber onde acaba um e começa o outro… por vezes entre-cortado com as escarpas acastanhadas ou pretas dos resquícios que nos lembram que um vulcão esteve activo ali… há algumas centenas de anos… e que formou aqueles “biscoitos” (como lhe chamam os terceirenses) ou aquele “calhau” (como é chamado por cá).
Acho que é das sensações mais arrebatadoras… quando se sente o peso da história e da geologia. Sentir que estamos no meio de um vulcão, que já esteve activo e que pode a qualquer momento (ESPEREMOS BEM QUE NÃO!!!) voltar a entrar em erupção! Acho que as ilhas são história viva!
E por isso me acalma tanto percorrer as estradas menos movimentadas, à procura de alguma paz… São Miguel inspira-me!