Agosto17

Depois da Sandra Bullock ter ganho o Óscar para melhor actriz com este filme, decidi que tinha de vê-lo. Geralmente, para ganhar uma estatueta dourada deve ser bom.
Estava o filme praqui… triste… abandonado. Decidi vê-lo.
Começou mal. Futebol americano…. não gosto nada. Não consigo perceber nada. Dá-me arrepios só de ver aqueles encontrões. Não gosto.
Mas depois… enterneceu-me. Fez-me chorar.
Gosto de mulheres de fibra. Gosto de mulheres que sabem do que falam. Gosto de mulheres que não têm medo de nada nem de ninguém. Acho que só mesmo uma mulher de grande coragem é capaz de abrir a porta da sua casa, fazer uma cama no seu sofá… para albergar um adolescente desconhecido, ainda pro cima preto, numa família mais branca e mais endinheirada e mais… sei lá…
É preciso coragem para
Agosto13
Vi hoje, pela primeira vez, o “sex and the city 2″. Bem sei… já tem barbas. Mas, gostei tanto do primeiro que este segundo… parecia-me que já nada podia acontecer àquele quarteto maravilha.
Toda a gente casada… os dramas da Samantha… nada poderia justificar um segundo filme… excepto… uma gravidez!! Da Carrie, claro!!
Portanto, quando há dias alguém me lembrou que esse filme ainda estava na lista “para ver”… resolvi tratar desse assunto. Pipocas e coca-cola… como deve ser uma boa noite de cinema e… arrojei-me para o sofá!
Oh minha nossa! Percebi realmente que não havia justificação para a sequela. Eu… que até adoro aquelas quatro doidas… mais as roupas… mais os gaijos bons… mais os cupcakes… os cocktails… e sei lá mais o quê…
Esta sequela foi manhosa… ansiei pelo fim… já não podia mais! Tanta publicidade! Tanta ruga naquelas caras! Tanto despropósito!
Pareceu-me forçado!
Em especial aquele encontro com o Aidan!! Então?!? Até parece que toda a gente vai fazer negócios para o Médio Oriente! Ainda por cima num sítio cheio de turistas e, com certeza cheio de mercados… tchanan… que coincidência!!! bah!!
E as mulheres que as ajudam no fim. Caramba, que forçado! Mais uma publicidade e tal… e pronto lá vão elas com os mantos pretos!
Como não podia deixar de ser a Samantha precisava de dar umas quecas. Mas aquele ex-namorado apareceu porquê? Eles já não estavam “esquecidos”?
E outra coisa… aquela actuação de karaoke?!? Pra já ninguém canta karaoke tão afinadinho e depois, karaoke é diversão… não é fazer uma espécie de actuação para os fans!
A única coisa que me comoveu neste filme… foi o facto da Carrie e do Mr. Big não quererem filhos.
Tudo bem, são pessoas da grande cidade… é uma mulher que se veste para sair à rua como se fosse carnaval todos os dias… ele já tem a sua idade… percebo. Mas… depois de tudo o que passaram e, acima de tudo, depois daquela cena do casamento falhado no primeiro filme… acho que esta sequela só se justificava se fosse para ela ficar grávida!
Se bem que… quem vive num apartamento daqueles… com aquele papel de parede e com aquele walking closet… não pode ter filhos! Depois teria de desmanchar o walking, para fazer um nursery! E teria de ter as criancinhas a riscar o papel de parede caréssimo!! Pois… assim percebo…
Contudo, acho que aquele sofá seria bem mais acolhedor com alguns pequenos seres por ali a rondar… Mas isso sou eu. Que não vivo na grande maçã. Que não tenho papel de parede giro. Principalmente, que não tenho um walking closet daqueles!
Forçado e um pouco despropositado. É só isto!
E… já agora… por favor… quem é que fez o casting para as crianças da série e do filme?!? O filho da Miranda, agora que “cresceu” até está mais giro… mas antes… quem se lembra daquelas orelhas e da cabeça que parecia uma bola de rugby?!? Ruiva ainda por cima!! E a filha mais nova da Charlotte?!? Please!!! Ainda por cima sempre a chorar!!! Caramba!
Pronto… podem-se adorar quatro pessoas, mas não precisamos de gostar delas todos os dias… certo?
Junho9
Optei por ver este filme, na esperança que a História valesse além do desporto. Não me arrependi.
Nunca gostei muito de rugby… nunca percebi muito de rugby… sempre achei o rugby um desporto demasiado violento e sem nexo. No entanto arrisquei ver este filme, não só por ser do Clint Eastwood mas também pela inspiração de Nelson Mandela. Realmente um exemplo a seguir, a relembrar e para servir sempre de inspiração. Como é que alguém, depois de ter estado preso mais de 20 anos, consegue perdoar a quem o sentenciou a uma pena perpétua? Quem é que depois de tanto tempo preso, consegue sair sem a revolta intrínseca e com pulso para governar um país em conflito interno?
Um homem sábio que conseguiu unir um povo através do desporto, que conseguiu desvanecer o ódio e o racismo através de um emblema e que conseguiu transmitir esperança através das cores de uma equipa.
Não gostei muito das partes “desportivas” do filme… muito arranhão… muita cambalhota… algum sangue… posturas inexplicáveis… enfim rugby!
Mas gostei da história em si. Da união através do desporto.
Talvez algumas partes estivessem um pouco forçadas. Especialmente quando todos torciam pela equipa, no jogo final… mas Morgan Freeman esteve exemplar. Inclusive apanhou o “tiques” e algumas expressões que caracterizam o homem que ganhou o Prémio Nobel da Paz… quando tudo fez para isso mesmo… para levar a paz a um país em constante conflito.
Matt Damon apanhou o sotaque “estranho” e de misturas, apesar de um pouco apagado.
No geral… gostei, mas sem grande excitação.
Junho6
Precious vive com a mãe num pequeno apartamento onde são sustentadas pela Segurança Social. Com 17 anos, Precious tem peso a mais, está na escola mas pouco ou nada aprendeu. No Harlem dos anos 80, Precious está grávida pela segunda vez, do próprio pai que a abusava com o consentimento da mãe. Precious é expulsa da escola.
No entanto, apesar de tudo, uma professora encaminha-a para uma escola “alternativa”. Uma escola que ajuda a aprender a ler e a escrever. Relutante, e apesar dos maus-tratos da mãe (físicos e psicológicos), Precious inscreve-se nessa escola. Aí, juntamente com meia dúzia de colegas com dificuldades de aprendizagem, conseguem evoluir. A professora também ajuda. Toca-lhes nos “botões” certos… incentiva-os… ajuda-os…
À medida que vai aprendendo, Precious vai ganhando confiança… confiança para ler e escrever… confiança para contar os seus problemas… confiança para enfrentar a mãe.
Precious vai para o hospital para ter o bebé. A avó (que ajuda a mãe nos estratagemas para enganar a segurança social) é a única que a visita no hospital, juntamente com os colegas e a professora. O enfermeiro John (A.K.A. Lenny Kravitz, que para primeiro papel no cinema está óptimo… e giro!) ajuda-a.
Precious vai para casa da mãe que ao ver o bebé se lembra de como a criança é parecida com o pai/avô. Maltrata o neto e a filha, que ganha coragem e enfrenta fisicamente a mãe!
É a professora que a ajuda e encontrar um caminho… uma casa…
A mãe vai vê-la para lhe dizer que o pai morreu e que tinha sida.
Depois de aconselhar a mãe a ir ao médico, Precious descobre que tem o vírus e nem os colegas nem a professora conseguem segurar a raiva e a frustração que sente.
A mãe, insiste com a assistente social (Mariah Carey muito bem disfarçada e muito competente!!!) para que a filha volte apesar de tudo. A assistente social tenta descobrir os abusos que se passaram durante toda a vida de Precious. Desde os três anos, que o pai abusava dela. Desde os três anos que a mãe explicou que o permitia para garantir que o marido não a deixava!
A mãe levou a primeira filha de Precious para o “reencontro”. Uma menina com trissomia 21, que não vivia com elas.
Num gesto de coragem… Precious diz que tem a vida à sua frente… pensa inclusive na universidade… pega nos dois filhos e diz à mãe que nunca mais a vai ver.
Sai feliz pela porta da Segurança Social.
Um filme cruel e violento, com personagens bem fundamentadas e que ganham profundidade ao longo da trama. O Óscar de melhor actriz secundária para Mo’nique (a mãe “malvada”) foi bem entregue.
Mariah Carey, quase irreconhecível esteve excelente e “verdadeira”. Também Lenny Kravitz esteve à altura.
Gostei!
Agosto18

Este foi o filme escolhido para a noite de cinema em casa. Alugámos no videoclube do MEO, sem sair do aconchego do sofá. E foi lindo! E chorei um bocadinho! E deixei cair uma lagrimita! E dei uma ou outra gargalhada! E fiquei mesmo comovida!
O filme conta a história de uma rapariga americana que estuda violino em Inglaterra e namora com um british… mas o rapaz trabalha muito e não lhe dá a devida atenção. Tanto é que ela pensa mesmo em deixá-lo e quando lhe vira as costas nos famosos taxis pretos que abrem com a porta ao contrário… ela tem um acidente e morre!
Quer dizer isso é o que se pensa à primeira vista… porque o rapaz afinal estava a sonhar e quando a viu, como que ressuscitada, nem acredita no que se passa e então fica impressionado de tal forma que quer compensar a moça por todo o tempo perdido…
Só que… depois acontece uma tragédia que vai contra aquilo que estava previsto… ou seja… que ele tinha sonhado…
Enfim, levezito mas que se vê naqueles dias em que apetece ter alguém ao lado…
Gostei e recomendo.
Agosto6
Ontem dediquei-me a saber mais sobre o Harvey Milk. O filme já estava há meses à espera que alguém lhe pegasse. E ontem foi o dia. Confesso que estava à espera da inspiração certa para ver um filme premiado e aquilo que era descrito como uma interpretação apaixonante do Sean Penn.
A interpretação não falhou. Foi talvez demasiado longo, mas a persistência de Milk foi uma coisa fenomenal! Uma persistência e uma insistência que lhe valeram alguns dissabores, mas “a causa” falou mais alto!
Do princípio ao fim do filme, só pensava na sorte que hoje em dia temos. Não só os homossexuais mas todos os seres humanos. E aquilo foi na América, porque em Portugal por essa altura (anos 70) ainda não se queria falar disso. Só de pensar que alguém teve de dar o primeiro passo e enfrentar tudo e todos para que o mundo fosse melhor… Não só em relação aos gays, mas em relação também às pessoas de cor… houve sempre alguém que apaixonadamente defendeu a causa em que acreditava.
O filme está bem conseguido. Como é baseado na verdadeira história do primeiro político gay da história da América, algumas das imagens usadas no filme foram de arquivo. Imagens e fotografia que mostram uma época de discriminação, de luta, de liberdade e de sentimentos!
Há causas apaixonantes! Esta foi uma delas. Os gays ainda não estão a 100% livres de preconceito, mas foi graças a Harvey Milk que muita coisa mudou. Ele lutou contra o estigma e contra o preconceito. Apesar de ser apenas mais um gay, tinha o dom de “recrutar” os seus pares em torno da mesma causa. E pagou essa paixão com a vida!
Gosto de causas apaixonantes! E de pessoas apaixonadas!
As pessoas apaixonantes fazem a diferença no mundo! Martin Luther King é outro exemplo apaixonante.
Só gostava que houvesse mais gente apaixonada por causas apaixonantes!
Ainda há muitas crianças sem um tecto, sem amor e sem carinho!
Ainda há muitas pessoas a morrer por falta de uma vacina que nos países desenvolvidos custa apenas dois euros!
Ainda há muita fome no mundo!
Ainda há quem tenha de andar quilómetros para ter um copo de água!
Ainda há muitos animais que são abandonados e maltratados!
Abril2

Hoje lembrei-me da minha antiga lancheira da Tupperware que levava para a escola primária. Antes de a ter, acho que levava o pão com tulicreme dentro da mochila, junto aos livros.
Sei que quando recebi um exemplar destes (cuja foto foi tirada daqui e onde se podem encontrar outras recordações dos velhos tempos) fiquei entusiasmadíssima. Até porque, se agora os Tupperwares continuam a ser caros, na altura os preços eram um escândalo… e portanto foi tipo UAU!!!
Já não me lembro se foi a minha mãe que me deu a lancheira… ou se foi alguém que me ofereceu num aniversário ou numa ocasião especial. Mas recordo-me perfeitamente que tinha na parte de trás os sinais de trânsito e tinha na pega um sítio para por o nosso nome e tal… era muito fixe.
Tou a pensar recuperar a minha “velha” lancheira… se calhar guardá-la num sítio onde não se suje tanto (acho que a última vez que a vi, estava debaixo de um monte de tralha na garagem!). Ou mesmo levá-la comigo para o trabalho com um lanchinho…
Mas o que eu gostava era se saber fazer isto:



Março25

Acabei de ver “the doubt”, ou “a dúvida”, com excelentes interpretações de Meryl Strip e Philip Seymour Hoffman. Faz pensar um pouco no ser humano e na sua capacidade de “cuscar” e lançar boatos que, tal como no filme, não são comprovados…
Mas faz parte da natureza humana provocar “enredos”. Falar do vestido daquela ou dizer mal do olhar pouco próprio de fulano com sicrano… esse tipo de coisas.
Faz pensar! Até porque no fim… não passa disso mesmo: dúvidas! Mas só porque vemos alguém contornar essas dúvidas e tomar uma decisão, não por convicção mas por pressão… pensamos que as dúvidas ficam esclarecidas. Mas não!
Quantos não conhecem a história de um colega, amigo ou conhecido, que foi injustamente acusado de algo ou alguém começou a lançar o boato que andava com a menina da contabilidade? Quando na verdade nada se passava. As pessoas criam empatias e apercebem-se que têm algo em comum, o que as leva a aproximar-se. Quem está de fora… vê olhares cúmplices, boleias “programadas”, cafés tomados na mesma pausa durante o dia.
Quando se começa a falar que fulano e sicrano podem andar entolados um com o outro… afinal pode ser só uma amizade mal interpretada… mal encarada. Há pessoas que falam… e outras que ouvem… há pessoas que lançam boatos… e outras que começam a ter dúvidas.
No fundo… as pessoas visadas ficam incomodadas e optam por afastar-se durante o expediente e sairem para jantar juntamente com os respectivos companheiros e cria-se uma amizade. Os filhos passam a ir brincar juntos e tudo. Contorna-se a situação! Não que estivessem a fazer alguma coisa mal, apenas ficaram fartos de ouvir burburinhos quando saiam para o café!
Mas no fundo fica sempre a dúvida!
Ao ver o filme foi como um “déjà vu”… há menos de um ano atrás tinha visto a peça de teatro com o mesmo nome. Também com excelentes interpretações de Diogo Infante e Eunice Muñoz. Talvez pelo “cheiro” da sala de teatro e pelo facto de estar “ao vivo” com os actores, gostei mais da versão em português.
A peça foi bem feita, bem adaptada e as interpretações impecáveis.
No entanto, no cinema há a possibilidade do pormenor. Há personagens secundárias que realmente “vemos” e podem acrescentar-se mais pormenores.
Mas continuo na minha. Gosto mais de teatro!