Patarecas todos os dias, coquetes e sempre com quá quá a dizer/”quaquar” sobre tudo e sobre todas. E… todos! Quack! O resto é conversa… quá quá quá quá quá!
Para mim convites não precisam de ser formais. Qualquer pessoa que me conheça (minimamente) e que conviva comigo, sabe que não me importo nada de ser convidada para um churrasco ou uma jantarada (ou para ajudar nas limpezas, ou para fazer qualquer coisa) por terceiros.
Assim como não me importo nada de encontrar um amigo na rua e irmos almoçar juntos (se as agendas permitirem) sem grandes convites. E quem me conhece sabe que pode aparecer em minha casa sem convites formais. Além disso, salvo raras excepções, quando quero juntar o pessoal lá em casa transmito a ideia a um ou outro que depois retransmitem o convite a quem ealmente interessa, sem grandes formalidades.
Portanto, quando uma pessoa com quem eu não lido muito me liga e me faz um convite formal para um almoço… fico agoniada!
Acho logo que “aí vem coisa!” Ainda por cima, uma pessoa com quem não falo muito. As únicas conversas que tive foram de trabalho. As poucas vezes que nos encontramos socialmente sai um “olá tudo bem” e depois surge o tema “tempo” ou “buraco financeiro da Madeira” como conversa.
Não gosto muito de coisas formais. Para mim não é preciso marcar um almoço ou jantar com um mês de antecedência “para marcar na agenda”, ou um almoço “para a próxima semana”. Porque com este vida stressante, nada do que se planeia com tanta antecedência geralmente resulta!
Por isso não gosto de formalidades! É hoje é hoje… é agora, vamos lá!
Portanto… almoços formais, combinados com demasiada antecedência, por pessoas de quem não sou muito chegada… aí vem coisa! :S
Falo de filhos!
A mim nunca me chocou que um namorado meu tivesse filhos de uma anterior relação. Faz parte da “bagagem” e como as pessoas não vão para novas, acho normal que já tenham tido outras relações e outras experiências e que isso implique ter filhos.
Assim como acho que se tivesse filhos escolheria (obviamente) alguém que não se importasse com essa “bagagem” e, mesmo que tivesse a sua “bagagem”, não se importasse de juntar as duas “bagagens” e ter novas “bagagens” juntos!
Acho que isso é o normal e cada vez mais, com as inconstâncias da vida, me parece normal que assim seja!
As pessoas quando gostam querem ter descendência… querem ver na cara dos filhos, a cara chapada dos progenitores (nem que seja por uma vingançazinha macabra que se tudo acabar, a outra metade vai ter de se lembrar todo o santo dia que aquela criança é filha do fulano que a abandonou no altar, ou que aquela criança é fruto de uma relação que acabou por ter sido traído)…
A mim, como já disse, não me choca nada que já haja descendência de ambas as partes, que se juntem e vivam em harmonia nas férias ou nos fins-de-semana e que um dia o casal crie a sua própria descendência juntos!
No entanto, no outro dia estava à conversa com um amigo meu que me diz que “nem pensar!”
Fico perplexa e tento aprofundar mais a questão… diz-me ele (rapaz que tem a custódia total de uma criança – por questões que agora não interessa nada!) que é incapaz de ter uma relação com uma mulher que já tenha filhos!
O choque! A perplexidade! O-quase-tabefe-naquelas-trombas-de-atrasado-mental!
Fiquei a pensar naquilo e perguntei novamente: “mas porquê?”
Diz ele então que sabe como trata do seu filho e sabe como ele é tratado quando está sob a sua supervisão ou com alguém de confiança com quem ele o deixa. Mas que não sabe como a criança seria tratada por uma mulher que já tem filhos. Ou seja, o seu filho seria sempre preterido em relação às crianças que se juntariam lá em casa! “Sim” – diz ele – “porque as mulheres geralmente e salvo casos como o meu, ficam sempre com as crianças! Portanto se fossemos viver juntos os filhos dela iriam também. Não é como os pais de fim-de-semana em que as crianças passam dois dias e umas férias com os pais! Seria todos os dias!”
Vira-se ele e acrescenta que, além disso, vinham as despesas inerentes às crianças que iriam entrar na nova vida! “Eu agora pago o colégio de um miúdo, se me juntasse a alguém com dois filhos teria de pagar colégio de 3 miúdos!”
Tento rebater e acrescento que se a mulher se consegue arranjar estando separada/divorciada/viúva com duas crianças e mantê-los no colégio é porque também se consegue desenrascar se se juntasse a ele. Aposto que ele nem teria de ajudar nas despesas porque é para isso que servem as “outras metades” dos casamentos desfeitos…
Ele continua na sua e diz que não é bem assim, porque acabaria sempre tudo por cair nas costas deles enquanto casal. E que além disso, depois poderiam vir os filhos deles juntos e aí “seria uma grande confusão e eu quero dar toda a minha atenção ao meu filho!”
Continuei sem perceber e pergunto: “mas estás a falar a sério? E se a mulher da tua vida, por acaso, for uma mulher que já tem três filhos de uma anterior relação? Vais deixar o amor da tua vida escapar-te só porque tem filhos?”
Ele responde: “Claro que sim! Até porque o amor da minha vida é o meu filho! E isso do amor eterno e das princesas e de príncipes encantados já não existe! Além disso, as mulheres vão e vêem!”
Posto isto, não tive reacção e tive de concordar um pouco com ele… e calei-me.
Mas continuo a pensar que não me faz diferença essa história dos meus, dos teus e dos nossos! (Claro que se for um homem que já tenha dez filhos de anteriores relações… acho que nem sequer olho para ele também! lol)
Às vezes tenho medo das pessoas!
Penso que já ninguém consegue ser pura e simplesmente amigo sem querer nada em troca. Por vezes dou por mim a pensar que se alguém me oferece um abraço, uma flor ou uma simples mensagem de carinho que pode haver algo por detrás dessa acção!
Às vezes tenho esse medo!
De confiar demasiado e de me “habituar” às pessoas que gosto e elas depois poderem fazer alguma coisa que me deixa completamente desarmada e ferida!
Às vezes não me apetece conhecer pessoas novas!
Nunca sei se são realmente sinceras ou se apenas querem parecer simpáticas para que as consideremos amigas e depois sacar-nos alguma informação!
Acho que isto já vem de trás, mas agora começo novamente a pensar nisso, porque acho que as pessoas são cada vez mais fúteis e egoístas e portanto, se têm algum sinal de carinho/amizade/simpatia só pode ser com segundas intenções.
Lembro-me perfeitamente quando isto começou… andava na universidade.
Uma pessoa com quem partilhei casa e quarto durante três anos, que julgava amiga e com quem partilhava alguns segredos desiludiu-me de tal maneira que só lembrar-me do nome dela me entristece. Quanto temos uma amiga com quem temos alguma cumplicidade e de um momento para o outro as mentiras são tantas, os ataques são constantes, as quase perseguições… enfim… simplesmente triste.
Lembro-me perfeitamente que foi aí que começou. Eu tinha a política que se usa nos tribunais “toda a gente é inocente até que se prove o contrário”. E acreditava (ainda acredito um bocadinho, vá!) que as pessoas são todas genuínas! Era incapaz de pensar mal de uma pessoa num primeiro encontro/apresentação, pensava sempre que “era genuinamente boa pessoa”.
Outra desilusão foi com uma amiga que estava ainda a conhecer mas já nos dávamos bem e a conversa era boa. Um dia fomos convidadas para uma festa em casa de uma amiga em comum, de quem esta “amiga/desilusao” até era próxima.
Pois que a rapariga não parou de me dizer mal de tudo, em jeito de confidência mas a por lenha na fogueira. Disse mal da casa, das pessoas, da comida, até da própria amiga em comum. Dei-lhe uma descasca e até hoje se houve qualquer aproximação!
Por isso às vezes tenho medo! De confiar demasiado nas pessoas! De ser enganada pelas pessoas!
Depois de um belíssimo fim-de-semana, com direito a um pic-nic quase à chuva… a vida volta à rotina e volta a chover torrencialmente pelas 5h30.
Há dias em que merecemos simplesmente ouvir a chuva!
Há dias em que merecemos ficar deitadinhos no quentinho a ouvir a chuva!
Há dias assim…
Ai o que eu gosto deste rapaz! E as verdades que ele diz daquela boca pra fora!
Ai este é mesmo Legen….. wait for it…. dary!!!!
I <3 “How I Meet Your Mother”! True Story!
Nesta altura da Silly Season (ou talvez não dada a quantidade de notícias boas e más que temos visto por este país e por esta região) só me apetece agarrar numa mala e fugir! Fugir para bem longe… sozinha… e descobrir mundos novos, pessoas novas, viver experiências novas, conhecer outros caminhos, outras saídas, outras vidas… Só me apetece fazer uma maluqueira e comprar um bilhete de avião para a China ou para a Índia ou para Cuba ou para a Malásia ou para o México ou para o Perú ou para o Tibete ou para a Estónia ou para a Suécia ou para… sei lá… um sítio onde nunca tenha estado e onde sinta que vou aprender alguma coisa. Não quero destinos turísticos e ficar de “papo-pró-ar-num-resort”. Quero ver como vivem as pessoas. Quero conhecer os monumentos. Quero andar de mapa na mão. Quero meter conversa com taxistas. Quero praticar os meus conhecimentos de línguas. Quero falar com os “nativos” através de gestos. Quero ver que afinal há pessoas neste mundo. Pessoas verdadeiras com histórias/estórias verdadeiras, que muitas vezes nem são de encantar. Queria partir à aventura! Queria partir à descoberta! Queria não ter medo! Queria conseguir deixar tudo para trás! Queria descobrir-me! Queria descobrir os outros! Queria… Gostava de partir numa aventura sozinha. Gostava de fazer voluntariado num país qualquer. Gostava de contribuir para ajudar alguém. Gostava de ver trabalho feito. Acho que há alturas na vida em que precisamos de reflexão. Há tanta gente neste mundo a precisar de um apoio, de um ombro amigo e nós olhamos à nossa volta e apenas queremos um carro mais vistoso, uma casa maior, uma piscina no quintal, mais roupa, mais sapatos, sair mais vezes, jantar fora mais vezes, renovar a cozinha, substituir o sofá da sala… Apetece-me partir à descoberta de mim. Não quero destinos turísticos. Quero apenas ser um pouco melhor.
Caramba! Quando recebo notícias de pessoas que morrem fico aflita! Pessoas jovens… Pessoas nos “quarentas e poucos”… Pessoas que sempre conheci… Pessoas que nunca pensamos que vão partir… Pessoas que sofrem de doenças prolongadas… Pessoas que sofrem de morte súbita… Pessoas que sofrem ataques fulminantes… Pessoas que de um momento para o outro deixam de existir…
Fico aflita e cada vez me convenço que a vida é para ser vivida ao máximo! Esquecer os problemas que parecem ser “o fim do mundo” e viver a vida! Esquecer aquelas pessoas hipócritas e mesquinhas e viver a vida! Esquecer aqueles que nos espezinham e nos fazem sofrer e viver a vida!
De um momento para o outro não somos nada! E eu quero aproveitar a vida e ser feliz enquanto posso!
Bem sei que o Superbowl (na América) já passou há algum tempo, mas só agora vi os anúncios. Os melhores anúncios “ever”!!
O que ganhou a Superbowl… ou o que foi o melhor anúncio que passou no intervalo do jogo… está genial!
Depois do que aconteceu no Nordeste e depois de terem passado 10 anos do acidente de Entre-os-Rios… Quando vejos estas construções das SCUT arrepio-me!
Não sei porque… Ou melhor até sei! Tenho medo! Tenho receio que um dos pilares caia depois de pronto!
Mas a vida é feita de riscos e as SCUT vão ser boas para o desenvolvimento da ilha!