Muito provavelmente.
| Quackado por Estrela do Mar | Patarequices: Outros | Sem patinhas » |
Então vamos lá ver se entendi alguma coisa:
Depois de andarmos todos a “levar” com a dívida dos gregos , com os perigos de contágio a rondar Portugal, com os mercados aos saltos de cada vez que o incumprimento lá em Atenas se aproximava, com os confrontos nas ruas que circundaram a Acrópole que viu nascer os iluminados, os responsáveis políticos gregos vêm agora acenar com um referendo. Será isso?
Então e agora o que fazemos nós às nódoas negras que temos no corpo (tal foi a carga de porrada) se nos tiram a única pomada cuja posologia parece adequada para as mazelas? Um referendo? Mas porque só agora?
Ah que democráticos são e que corajosos, claro está! Então não se lembram – dirá Georges Papandreu – a Grécia é o berço da Democracia e quer fazer jus à classificação que lhe foi confiada desde que a premissa “o governo do povo, pelo povo e para o povo” se impôs. Será mesmo? É referendo, mesmo?
Na minha acastanhada opinião está descaradamente à mostra que quem governa a Grécia quer responsabilizar o povo do que vier a acontecer nos próximos tempos e assim limpar a “água do capote”. Têm a certeza? Referendo?
Mas esquecem-se se que o povo já não é o mesmo da antiga velha civilização que patrocinava os banquetes (como o de Platão). É a democracia, pois, mas outra, muito diferente.
Ah? Referendo? É?
| Quackado por Estrela do Mar | Patarequices: Outros | Sem patinhas » |
“Tu és estúpida?… Então e o César, coitado, que gosta tanto de ti…”
“…vim aqui para acabar com isto, já!”
Inefável Rita Blanco.
| Quackado por Estrela do Mar | Patarequices: Outros | Sem patinhas » |
Um filme inesperado, numa noite pouco expectante. Um olhar de cima sobre a paranóia e a capacidade de imaginar aquilo que poderia ser. Interessante confronto entre as relações condenadas desde o início.
| Quackado por Estrela do Mar | Patarequices: Outros | Sem patinhas » |
Tendo do ponto de vista racional a consciência de que todos somos diferentes, admito que há determinados comportamentos que me custam a aceitar, ainda que, confesso, por apenas alguns momentos…
É certamente um problema da minha existência, não é nada que se pegue e que coexista noutras dimensões, senão no meu espaço mundano.
O facebook é, e sem grande margem para discussão, indubitavelmente, uma ferramenta utilizada para o nosso trabalho, para alargar ou aprofundar as nossas relações sociais, para adquirirmos um conhecimento alargado de outras realidades ( as macro e as micro realidades) , para aprofundarmos o nosso lado de voyeur e espreitarmos sem qualquer pudor as fotos dos outros, sejam eles amigos ou inimigos, conhecidos ou famosos, enfim… Poderia aqui descrever as funções do Facebook incessantemente, levantado depois a questão da sua utilidade ou não.
Ainda assim, reconhecendo que a rede social mais famosa do “momento”, pode ter um papel importante nas nossas vidas, deixo umas perguntinhas: Porque será que esta gente ligada em rede precisa mesmo de constantemente, passo a passo, dizer o que está a fazer, sempre e horripilantemente em tempo real?Será que as férias, o tempo dedicado á família, em lazer, em casa, no quarto, na praia ou num churrasco têm de ser espelhadas numa página da internet para que todos vejam afinal como é a vida real?
Dou por mim também a pensar que, quiçá, em alguns casos, há certamente férias que acabam por ser condicionadas para que os retratos das mesmas sejam os melhores, descartando desde logo, a sesta na rede depois de um valente almoço…com tudo o que isso possa implicar (botões das calças desapertados ou mangas arregaçadas até onde não seria suposto perante uma plateia generosa).
Ou, até penso que seja possível, que de forma quase profissional, criar umas férias paralelas, umas para o Facebook, outras para serem vividas à porta fechada – à séria, ou não.
Mas que raio de vontade é esta que leva alguém a “partilhar” com o mundo inteiro – ou parcial (que seja)?!?
Estou bem assim? Ou melhor assim?
| Quackado por Estrela do Mar | Patarequices: Outros | Sem patinhas » |
A minha relação com a escrita (livre?) sempre foi estranha, difícil. Não escrevo sem destino todos os dias, a qualquer hora, nem “em qualquer modo”. Parece que é preciso estar numa dada frequência, com um determinado humor e com um específico olhar sobre a vida, ou sobre os outros. É bem possível que assim seja com toda a gente que, de quando em vez, ou que com frequência, redige qualquer coisa ou sinta vontade de o fazer. Para além de não ser nada fácil escrever, também nem sempre a relação com aquilo que escrevo é a mais aprazível. Os temas surgem normalmente repentinamente, como se de uma corrente de ar se tratasse, uma vaga de ar que me apanha de costas. Pronto, assumo, por mais que tente explicar penso que nunca o irei fazer de forma acertada e concertada com aquilo que desejaria. Vejo me muitas vezes cercada, quer para explicar o porquê de uma relação com a escrita tão estreita quanto conflituosa, quer para tentar perceber afinal para que escrevo, como se disso dependesse uma parte ínfima escondida do meu corpo. Admito alguma estupidez em toda esta minha reflexão, admito que de pouco ou nada adianta rabiscar sobre um assunto que nasceu gasto, tal é o grau de desinteresse que representa. Mas também admito que se há coisa que me dá prazer é escrevinhar umas coisas que formatam com bons modos o papel branco do Word ou do caderno e neste caso sobre isso dissertar. Entusiasma me o que fica por dizer, as ideias que pouco ou nada dizem, as hesitações, as inverdades que por vezes saem de rajada, nuas e ingénuas … Como se o sentido ficasse para décimo primeiro plano. O estoicismo aguça me o paladar pelas letras que juntas são muitas vezes uma mão vazia. Mas e depois? Depois nada.
| Quackado por Estrela do Mar | Patarequices: Outros | Sem patinhas » |
Mas que raio se passou por aqui?!? Bastou falar em cupido e o google redireccionou toda a gente aqui para o blogue ou quê?!? Triplicar as visitas com um post tão “genérico”… é dose!
É bom sinal… ![]()
No entanto, eu “Cupido”, parece que não tive muita sorte na noite de horrores! Não foi lá muito de amores! A química que eu esperava parece que não resultou…
Houve muita conversa, houve muita animação, houve muitas trocas de olhares, houve muita coisa, mas… amor que é bom… não sei!
Acho que ficaram intimidados com tanta “pressão”. Se ele era o homem da vida dela e ela a futura esposa dele… pois! Se calhar sentiram que tinham de fazer as coisas devagarinho e certinhas antes que desse para o torto.
Espero bem que sim… que eu já me imaginava a ser a madrinha do casamento do ano de 2012!
Vamos ver como corre! Os dados já estão lançados! Agora é com eles!
| Quackado por Bia Alegria | Patarequices: Coisas minhas | Sem patinhas » |
E nesta noite que devia ser de terrores e horrores e coisas demais, afinal parece que vai ser de amor!
Sim… já comprei as asinhas brancas e imaculadas. Já tenho a auréola! Já planeei a maquilhagem angelical! Tudo para que logo possa fazer de cupido e andar por aí a juntar corações! ![]()
Ela já sabe que tenho alguém para lhe apresentar. Digo-lhe sempre que vai ser “o futuro marido”.
Ele também já ouviu falar dela. Também lhe digo (apesar de menos vezes) que é a mulher da vida dele.
Muuuuuaaaaahhhhh (riso maléfico!)
Hoje vão-se encontrar! Isto se ele à última da hora não se cortar! Que eu acho que o rapaz é tímido, apesar de tudo!
O vinho tinto já está comprado!
A ementa decidida!
E assim como quem não quer a coisa, vá lá que é apenas um encontro de amigos, e vá lá que vai ser giro, e vamos que precisamos de nos divertir, e vá que depois vais-me agradecer quando eu estiver lavada em lágrimas no altar no dia do vosso casamento, e ‘bora que vai ser divertido, e vá lá que vai haver comida e muita bebida! (este argumento parece que resulta sempre, não sei porquê… mais pela bebida claro!)
Muuuuuaaaaahhhhh (riso maléfico!)
Logo o cupido vai atacar! Nem que seja vestido de diabinho… ihihih
My name is Pido… Cu-pido!
Muuuuuaaaaahhhhh
| Quackado por Bia Alegria | Patarequices: Ai vida!, Amigos | Sem patinhas » |
Muuuaaaaahhhhhh (ler com voz horripilante!)
E toca a irem mascarar-se de bruxas e super-heróis e de usar máscaras horripilantes!
| Quackado por Bia Alegria | Patarequices: Música | Sem patinhas » |
Hoje foi um daqueles dias. Trabalhar até tarde… bem tarde… quase sem tempo para almoçar… sem tempo para lanchar… e chegar bem depois da hora de jantar, sem ter jantado ainda.
Quando tenho esses dias, gosto de chegar a casa e cumprir um ritual.
Rodo a chave de casa, entro e fecho a porta atrás de mim. Descarrego em cima do móvel da entrada tudo o que traga comigo… malas, sacos e tudo o mais.
Vou directa para a cozinha. Abro a porta e começo a ouvi-lo. Encosto-me à bancada e fico ali… a ouvir o meu grilo de estimação que vive no meu quintal!
Deixo-me ficar encostada à bancada… cri-cri-cri-cri… tem um efeito calmante em mim!
Juro que fico bem mais calma quando oiço o meu grilo! Parece que já teve bebés grilinhos que só quando vou fechar a porta reparo que andam pelo chão…
Mas acalmam-me… este som acalma-me… faz-me lembrar as noites quentes de Verão… faz-me lembrar as noites de férias em que não temos de nos preocupar em ir para a cama cedo… faz-me lembrar as noites de churrascadas… faz-me lembrar o calor…
Depois de feito este ritual e de passar em revista o dia (longo) que se passou… decido que não me apetece jantar.
Opto por me arrastar para o sofá e sentar-me mesmo na curva do L do sofá e colocar as “pernas à chinês”. Entrelaço as pernas e fico ali a olhar para o negro que se consegue ver na varanda! Ainda com o meu grilo no ouvido! O silêncio deixa-me ouvi-lo ao longe… sem pressas…
Aí apercebo-me que é sexta-feira e que posso ficar acordada até mais tarde, preguiçar no sofá e entreter-me com alguma série ou filme que passar na televisão. Hoje não me apetece saber como vai o mundo, como Portugal está cada vez mais afundado nas suas dívidas, como cada vez mais há desempregados ou que afinal a abolição dos subsídios de Natal e de férias deve perdurar além de 2013.
Penso que se calhar convém comer qualquer coisa, apesar de já não serem horas de jantar para ninguém. Opto por pipocas! ![]()
Já mais relaxada volto à cozinha e enquanto enfio um pacote de pipocas doces no micro-ondas, abro novamente a porta da cozinha. Apesar da brisa fresca que se sente lá fora, consigo ouvir o meu grilo e é como se fosse Verão novamente!
As pipocas estão prontas. Levo-as numa tigela para a sala, acompanhadas com um copo de sangria bem fresca… a lembrar o Verão!
Liguei a televisão e, sem reparar em que canal poisou a imagem, lembrei-me que já tive outros grilos como animais de estimação.
Era miúda. Na altura estavam na “moda” as gaiolas para grilos de plástico, com cores berrantes. Lembro-me que ia com as minhas amigas tentar apanhá-los e que eles saltavam. Era divertido.
Quando os apanhávamos colocávamo-lo nas gaiolas e levávamos para casa, onde íamos ao frigorífico buscar um pouco e alface! Coitados dos bichos… acho que nem comem alface!
Curioso que quando estavam nas gaiolas os grilos raramente “cantavam”… agora percebo porquê!
Fico a pensar nisso e em como gosto de ouvir os grilos!
Há dias disseram-me que achavam um animal irritante, com o seu cri-cri-cri-cri… gente tola que não sabe o que é chegar a casa depois de um dia stressante e esgotante e conseguir relaxar só com o simples som de um minúsculo animal… e apreciar um bocadinho da natureza mesmo ali… no nosso quintal!
E o bem que isso faz!
Agora… ‘Bora ver o Castle que hoje podemos ficar acordados até tarde e daqui a dois dias podemos dormir mais uma hora e daqui a três dias podemo-nos mascarar de bruxinhas e ir pedir candilhes…
Bom fim de semana!
| Quackado por Bia Alegria | Patarequices: Neuras, Taras | Sem patinhas » |