Patarecas

Patarecas todos os dias, coquetes e sempre com quá quá a dizer/”quaquar” sobre tudo e sobre todas. E… todos! Quack! O resto é conversa… quá quá quá quá quá!

Há coisas que fazem pensar

Agosto25

Por exemplo, acordar, ligar a Sic Notícias e ler em rodapé que duas vítimas mortais do trágico acidente da A 25 ainda continuam por identificar.
Isso assusta-me. Assusta-me pensar que estas pessoas poderiam viver sozinhas, sem sequer conhecer os vizinhos e não terem família que as possa reclamar.
Assusta-me pensar no sofrimento dos familiares, ou que estão de férias e não sabem de nada. Ou têm receio de ir reconhecer os corpos.
Mas estou mais inclinada para a primeira hipótese e isso faz-me pensar na minha vida.
Eu que não tenho família por estas bandas, e a minha família quando me liga não pensa que estou desfalecida em algum canto (felizmente!) mas que estou a dormir ou na rambóia ou a trabalhar (pensam tão bem de mim!). E portanto, não insistem e esperam que ligue de volta. Assusta-me que se estiver desfalecida num sítio qualquer, alguém da minha família pense que estou de ressaca e não insista nos telefonemas.
Eu que não falo com os meus vizinhos, nem os conheço, penso que se desfalecesse em casa eles nem davam conta e só se aperceberiam quando começasse a chegar o mosquedo ou as ratazanas!
Pronto… lembro-me agora que afinal tenho amigos. Esses podem-me salvar se estiver em apuros! Se bem que esses também não insistem muito nos telefonemas e também raramente me aparecem em casa de surpresa :S E nem sempre os aviso quando vou passear para os lados das Furnas ou Nordeste sozinha.
Acho que vou ter de dar uma chave suplente a alguém. E avisar, sempre que me afastar do perímetro “normal” das minhas andanças.
Ou então tenho de começar a falar mais com os vizinhos e avisá-los sempre que for de férias ou assim…
A sério que estas coisas me assustam pá!

Quackado por Bia Alegria Patarequices: Neuras, Taras
6 Patinhas acerca de

“Há coisas que fazem pensar”

  1. A 25 de Agosto de 2010 às 10:12 Neni quackou:

    Dá a chave a alguém. Quando vivia nisso pensava muito nestas coisas. Como nunca recebia visitas sem aviso, a coisa podia correr mal.
    Quando vim para cá também tive o mesmo medo…ninguém de cá conhece os de lá e vice-versa. Por isso digo mtas vezes no blog, com antecedência, o que vou fazer. Assim toda a gente sabe porque não estou online (e não ficam preocupados) e se eu não voltar a escrever sabem onde foi o último destino…:)

    Se calhar sou só cismada.

  2. A 25 de Agosto de 2010 às 10:13 Neni quackou:

    *Quando vivia sozinha

  3. A 25 de Agosto de 2010 às 15:26 Soltas palavras quackou:

    Olha eu quando vivia sózinha era uma coisa que me preocupava bastante, pensava que por exemplo podia cair na banheira bater com a cabeça e ninguém tava lá, ou sentir-me mal, uma das coisas que fiz logo foi dar uma chave e dizer que se estivesse um dia sem dar noticias para me irem procurar. Eu tinha pavor de estar sózinha e precisar de alguém para alguma coisa e não ter ninguém.

  4. A 25 de Agosto de 2010 às 15:27 Soltas palavras quackou:

    É muito triste no caso por exemplo desse acidente uma pessoa morrer e muito possivelmente não ter ninguém para ir reconhecer o corpo.
    Muito triste mesmo!

  5. A 25 de Agosto de 2010 às 18:35 Almofariza quackou:

    Nunca morei sozinha, mas se ia a algum passeio com myself fazia questão de avisar para onde ia, porque desde pequena que ouvia a história do meu vizinho que foi descer a Lagoa do Fogo sem dizer a aonde ia, caiu e ficou desaparecido 4 dias.

    Cadês
    Almofariza

  6. A 25 de Agosto de 2010 às 20:45 Bia Alegria quackou:

    Poxa… já fui mandar fazer uma cópia da chave de casa! Realmente, pensei que isto fosse o tipo de coisas que só se passasse na minha cabeça. Soltas palavras: Isso acontece-me muitas vezes, pensar: “e agora se escorregasse na banheira? Quem descobria?”… Neni: também sou cismada. bastante até ;)

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