Precious… ou como vencer uma vida madrasta (spoiler)
Precious vive com a mãe num pequeno apartamento onde são sustentadas pela Segurança Social. Com 17 anos, Precious tem peso a mais, está na escola mas pouco ou nada aprendeu. No Harlem dos anos 80, Precious está grávida pela segunda vez, do próprio pai que a abusava com o consentimento da mãe. Precious é expulsa da escola.
No entanto, apesar de tudo, uma professora encaminha-a para uma escola “alternativa”. Uma escola que ajuda a aprender a ler e a escrever. Relutante, e apesar dos maus-tratos da mãe (físicos e psicológicos), Precious inscreve-se nessa escola. Aí, juntamente com meia dúzia de colegas com dificuldades de aprendizagem, conseguem evoluir. A professora também ajuda. Toca-lhes nos “botões” certos… incentiva-os… ajuda-os…
À medida que vai aprendendo, Precious vai ganhando confiança… confiança para ler e escrever… confiança para contar os seus problemas… confiança para enfrentar a mãe.
Precious vai para o hospital para ter o bebé. A avó (que ajuda a mãe nos estratagemas para enganar a segurança social) é a única que a visita no hospital, juntamente com os colegas e a professora. O enfermeiro John (A.K.A. Lenny Kravitz, que para primeiro papel no cinema está óptimo… e giro!) ajuda-a.
Precious vai para casa da mãe que ao ver o bebé se lembra de como a criança é parecida com o pai/avô. Maltrata o neto e a filha, que ganha coragem e enfrenta fisicamente a mãe!
É a professora que a ajuda e encontrar um caminho… uma casa…
A mãe vai vê-la para lhe dizer que o pai morreu e que tinha sida.
Depois de aconselhar a mãe a ir ao médico, Precious descobre que tem o vírus e nem os colegas nem a professora conseguem segurar a raiva e a frustração que sente.
A mãe, insiste com a assistente social (Mariah Carey muito bem disfarçada e muito competente!!!) para que a filha volte apesar de tudo. A assistente social tenta descobrir os abusos que se passaram durante toda a vida de Precious. Desde os três anos, que o pai abusava dela. Desde os três anos que a mãe explicou que o permitia para garantir que o marido não a deixava!
A mãe levou a primeira filha de Precious para o “reencontro”. Uma menina com trissomia 21, que não vivia com elas.
Num gesto de coragem… Precious diz que tem a vida à sua frente… pensa inclusive na universidade… pega nos dois filhos e diz à mãe que nunca mais a vai ver.
Sai feliz pela porta da Segurança Social.
Um filme cruel e violento, com personagens bem fundamentadas e que ganham profundidade ao longo da trama. O Óscar de melhor actriz secundária para Mo’nique (a mãe “malvada”) foi bem entregue.
Mariah Carey, quase irreconhecível esteve excelente e “verdadeira”. Também Lenny Kravitz esteve à altura.
Gostei!
| Quackado por Bia Alegria | Patarequices: Filmes, Spoiler |
Bia isto foi mesmo coincidência. Este fim de semana, melhor no sábado também vi o filme na casa da minha miguinha do blog “Amor com Chocolate”, eu pessoalmente adorei o filme, pior é nós pensarmos que de facto muitas situações semelhantes acontecem.
Pois, apesar de cruel acho que o filme é um grande “abre-olhos”. Para todos! Especialmente aqueles que pensam que os seus filhos estarão sempre a salvo. Engraçado que essa é uma das minhas principais preocupações quando penso em filhos…
Tens toda a razão. Inicialmente a nossa preocupação é que o nosso filho nasça bem, saudável e depois começamos a pensar na segurança dele.
Agora que estou grávida consigo perceber o que a minha mãe me dizia : que apartir do momento que somos mães nunca mais temos uma noite totalmente descansada e que o coração de mãe nunca mais vai sossegar.
Agora eu percebo o que ela me dizia.