Patarecas

Patarecas todos os dias, coquetes e sempre com quá quá a dizer/”quaquar” sobre tudo e sobre todas. E… todos! Quack! O resto é conversa… quá quá quá quá quá!

Tenho sobrinhos “verdadeiros”!

Abril1

Recebi fotos recentes da minha sobrinha mais nova. É minha sobrinha desde que vi a barriga “média” da mãe. Apaixonei-me por ela quando a barriga da mãe estava quase a explodir. E depois finalmente conheci-a pessoalmente… com nove dias de vida. Tão pequena, frágil e indefesa. Mas já tão coquete, com vestidos fashion e gadgets como acessórios.
Tem os olhos e a cara séria do pai, mas parece-me que o sorriso é da mãe!
Quando vejo estas fotos, de um ser minúsculo mas que me diz tanto e que amo mesmo sem estar presente, fico encantada e enternecida! E sempre com desejo de apanhar um avião e cobri-la de beijos.
Tenho mais duas sobrinhas. Foram as primeiras a ser “adoptadas” por mim. Já eram maiores… Quase que já me conseguiam chamar pelo nome. Mas escolheram usar o “tia”, antes do nome. Fiquei derretida. Ainda hoje fico! E sempre vou ficar!
São as minhas meninas! As minhas primeiras sobrinhas! Aquelas que me mostraram o que é se tia. Basicamente é ter de arcar com as despesas quando é preciso ir ao McDonald’s. A responsável por lhes dar a primeira mini-saia. Aquela que quando viu uma caixa de maquilhagem ajustada à idade delas, comprou. A responsável por lhes oferecer material escolar “da moda”. Quem lhes deixa comer o que querem.
Depois há a sobrinha matulona, que apesar de não ser a mais velha assim parece. Aquela que me faz perguntas até à exaustão, sobre tudo e mais alguma coisa. Aquela que adora ajudar a fazer as sobremesas, mas que depois passa a vida a mergulhar o dedo no chocolate e pede segredo. Aquela que me dá vontade de fazer todas as semanas uma árvores de Natal, para a ter como ajuda. Aquela que descobre a solução ideal para esconder a cabeça partida de um dos camelos do presépio. Aquela que me oferece plaquinhas sobre “amigas” e me diz que é para não me esquecer dela.
Há também o sobrinho mais novo. Que vibra cada vez que se entra lá em casa de saco na mão, a pensar que é um presente para ele. Aquele que não come o pão do lanche todo, mas que se eu prometer levá-lo ao McDonald’s ele promete dar “uma volta” no escorrega e dar uma dentada no hamburguer. Que pede sistematicamente para se fazer o “Spiderman” com ele no tecto (Qual Homer Simpson e o seu Spider Pig!!!).
Há outro sobrinho que está quase a nascer.
Há irmãs “mais novas” que não sendo de sangue, me tratam como tal. Gostam de arranjar as unhas. Gostam de dar dicas de maquilhagem. Gostam de mostrar vídeos fixes do Youtube. Cantam a “música da turma”, que inventaram.
Há tias verdadeiras. Há mães adoptivas. E depois… há amigas verdadeiras. Daquelas que já não se fazem. Daquelas mesmo boas!
Gosto de pessoas verdadeiras! :D

Quackado por Bia Alegria Patarequices: Nostalgia

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