Patarecas

Patarecas todos os dias, coquetes e sempre com quá quá a dizer/”quaquar” sobre tudo e sobre todas. E… todos! Quack! O resto é conversa… quá quá quá quá quá!

Lançar a dúvida

Março25

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Acabei de ver “the doubt”, ou “a dúvida”, com excelentes interpretações de Meryl Strip e Philip Seymour Hoffman. Faz pensar um pouco no ser humano e na sua capacidade de “cuscar” e lançar boatos que, tal como no filme, não são comprovados…
Mas faz parte da natureza humana provocar “enredos”. Falar do vestido daquela ou dizer mal do olhar pouco próprio de fulano com sicrano… esse tipo de coisas.
Faz pensar! Até porque no fim… não passa disso mesmo: dúvidas! Mas só porque vemos alguém contornar essas dúvidas e tomar uma decisão, não por convicção mas por pressão… pensamos que as dúvidas ficam esclarecidas. Mas não!
Quantos não conhecem a história de um colega, amigo ou conhecido, que foi injustamente acusado de algo ou alguém começou a lançar o boato que andava com a menina da contabilidade? Quando na verdade nada se passava. As pessoas criam empatias e apercebem-se que têm algo em comum, o que as leva a aproximar-se. Quem está de fora… vê olhares cúmplices, boleias “programadas”, cafés tomados na mesma pausa durante o dia.
Quando se começa a falar que fulano e sicrano podem andar entolados um com o outro… afinal pode ser só uma amizade mal interpretada… mal encarada. Há pessoas que falam… e outras que ouvem… há pessoas que lançam boatos…  e outras que começam a ter dúvidas.
No fundo… as pessoas visadas ficam incomodadas e optam por afastar-se durante o expediente e sairem para jantar juntamente com os respectivos companheiros e cria-se uma amizade. Os filhos passam a ir brincar juntos e tudo. Contorna-se a situação! Não que estivessem a fazer alguma coisa mal, apenas ficaram fartos de ouvir burburinhos quando saiam para o café!
Mas no fundo fica sempre a dúvida!
Ao ver o filme foi como um “déjà vu”… há menos de um ano atrás tinha visto a peça de teatro com o mesmo nome. Também com excelentes interpretações de Diogo Infante e Eunice Muñoz. Talvez pelo “cheiro” da sala de teatro e pelo facto de estar “ao vivo” com os actores, gostei mais da versão em português.
A peça foi bem feita, bem adaptada e as interpretações impecáveis.
No entanto, no cinema há a possibilidade do pormenor. Há personagens secundárias que realmente “vemos” e podem acrescentar-se mais pormenores.
Mas continuo na minha. Gosto mais de teatro!200802111639443490521

Quackado por Bia Alegria Patarequices: Filmes

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